
Beija-Flor :
O
beija-flor,
colibri ou
cuitelo é uma
ave da ordem
Trochiliformes, que inclui apenas a família
Trochilidae e seus 108 gêneros. Existem 322
espécies conhecidas. No Brasil, alguns gêneros recebem outros nomes, como os
rabos-brancos do gênero
Phaethornis, ou os
bicos-retos, do gênero
Heliomaster. No antigo sistema classificativo, a família Trochilidae integrava a ordem
Apodiformes, juntamente com os
andorinhões. Entre as características distintivas do grupo contam-se o bico alongado, a alimentação à base de
néctar, 8 pares de costelas, 14 a 15 vértebras cervicais, plumagem
iridescente e uma língua extensível e bifurcada.
O grupo é originário das
Américas e ocorre desde o
Alasca a Norte à
Terra do Fogo, no extremo Sul do continente, numa grande variedade de habitats. A maioria das espécies é tropical a subtropical e vive entre as
latitudes 10ºN e 25ºS. A maior
biodiversidade do grupo encontra-se no
Brasil e
Equador que contam cerca de metade das espécies conhecidas de beija-flor. Os troquilídeos estão ausentes do Velho Mundo, onde o seu
nicho ecológico é preenchido pela família
Nectariniidae (
Passeriformes)
Reprodução e comportamento:
Tal como a maioria das aves, o sentido do
olfato não está muito desenvolvido nos beija-flores; a
visão, no entanto, é muito apurada. Para além de poderem identificar cores, os beija-flores são dos poucos vertebrados capazes de detectar cores no espectro ultravioleta.
A alimentação dos beija-flores é baseada em néctar (cerca de 90%) e artrópodes, em particular moscas, aranhas e formigas. Os beija-flores são poligâmicos.
Aproveitando a grande necessidade que os beija-flores têm de um alimento energético de rápida utilização, como o néctar, que contém
carbohidratos em concentração variável em torno de 15 a 25%, é possível atraí-los para fontes artificiais de soluções açucaradas, os chamados "bebedouros" para beija-flores. Trata-se de recipientes com corolas artificiais onde é colocada uma solução açucarada cuja concentração recomendada é de 20%. Uma crença, que tudo indica foi iniciada a partir de uma publicação de autoria do naturalista
Augusto Ruschi, diz que o uso desses bebedouros pode ocasionar doenças nessas aves, podendo até matá-las. Porém não há, na literatura ornitológica, nenhum trabalho científico comprovando isto. Essa crença tornou-se extremamente difundida na população.A doença à qual Ruschi se referiu seria a
candidíase, infecção oportunista causada pelo fungo
Candida albicans, que acometeria a boca dos beija-flores. É possível que esse autor tenha de fato observado essa doença em seus beija-flores, mantidos em viveiros, pelo fato de se encontrarem imuno-deprimidos pelas próprias condições do cativeiro. De qualquer forma, é aconselhável que todos que forem se utilizar desse artifício para atração de beija-flores para seus jardins, sacadas, etc, que procedam à limpeza diária dos bebedouros e troca da solução açucarada preparada sempre com açúcar comum, evitando utilizar mel, açúcar mascavo e outros preparados, com maior facilidade de
fermentação.
Características físicas:
Os beija-flores são aves de pequeno porte, que medem em média 6 a 12 cm de comprimento e pesam 2 a 6 gramas. O bico é normalmente longo, mas o formato preciso varia bastante com a espécie e está adaptado ao formato da flor que constitui a base da alimentação de cada tipo de beija-flor. Uma característica comum é a língua bifurcada e extensível, usada para extrair o néctar das flores.
O esqueleto e constituição muscular dos beija-flores estão adaptados de forma a permitir um vôo rápido e extremamente ágil. São as únicas aves capazes de voar em marcha-ré e de permanecer imóveis no ar. O batimento das asas é muito rápido e as espécies menores podem bater as asas 70 a 80 vezes por segundo. Em contraste, as patas dos beija-flores são pequenas demais para a ave caminhar sobre o solo. As fêmeas são em geral maiores que os machos, mas apresentam coloração menos intensa.Vivem em média 12 anos e seu tempo de incubação é de 13 a 15 dias.
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